Quando estudei, porque hoje trabalho-estudo, e sei que nada é como quando só estudamos. Até me soava a idiotice a mensagem do: "aproveita agora enquanto estudas!". Na altura ocupava-me com mil e uma coisas, mas eram todas, mas todas, só o que eu queria fazer e o que me dava na telha!.
Precisava de (re)energizantes e felizmente tinha uma prima que tinha a mesma necessidade. E desses rituais do que tenho saudades é das nossas fugas para Sesimbra, Arrábida, Meco, Fonte da Telha e até mesmo para a Costa, Sempre para a margem esquerda!
Hoje estive a recordar um dos dias, em que fomos parar à Cova do Vapor, aquele recanto é um sítio mágico. No ano passado quando vi o "Cisne" da Teresa Villaverde, que foi filmado lá, fiquei ainda com mais vontade de lá voltar. Só hoje tive a certeza que quero habitar lá, por uns tempos, e a minha alma de itinerante pode ser tão feliz ali!
Há alguns meses descobri esta notícia, sobre arquitectura biológica, e que é muito adequada à valorização que este paraíso merece. Apostar no desenvolvimento deste recanto é uma necessidade, espero que algum mediatismo para aquela zona seja acompanhado da necessária contenção.(Vou aproveitar enquanto esta palavra ainda não foi proibida) Ou melhor, de moderação (Outra palavra difícil para os portugueses).
A maioria das pessoas que conheço em Lisboa ou não conhece ou deve achar demasiado "out".
Ainda bem, há sítios que só são mágicos pelas pessoas que os habitam.
A cova do vapor é uma vila piscatória, ou se preferirem um bairro popular e suburbano, mas quem por ali habita desfruta com certeza de uma das melhores paisagens da foz do Tejo.
Para quem se interessa pelos temas "mais quentes" da Cova do Vapor, outra notícia. Ora aí está: "Aqui ninguém tem medo do mar, ..., medo temos é das decisões políticas". É assim mesmo, daqui ninguém nos tira!
Isto não é um guia, nem roteiro turístico, eu não tenho qualquer intenção comercial e não ganho à comissão, mas já lá comi uns petiscos deliciosos numa associação.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Derrotada
Se há alguém que se consegue esgotar a si própria, essa pessoa sou eu! Sei que sou cansativa, mas tanto a ponto de me esgotar?
Acabo de descobrir o programa do Indie, que na minha ânsia cinéfila devorei em três tempos. Faço planos e...imaginem o ridículo*, aponto os dias na minha agenda. Sim, eu tenho uma agenda, que não serve para trabalho, porque desse não me esqueço nem a dormir, não me deixa nem descansar ultimamente. A tal agenda serve ou melhor serviria para planear os meus momentos de pura recreação.
Raramente olho para essa agenda, porque quando olho, dá-me vontade de chorar. O que certamente é outro sintoma da "depressão que me anima". Mas esta ansiedade é que me preocupa e que alimento com a crença de que nos dias x, y, z e w, vou ter liberdade para fazer o que me der na telha.
Já agora há algum dia na nossa vida, e curta existência, em que deixamos de querer ir a todo o lado, fazer tudo e ter tudo ao mesmo tempo?
* Expressão favorita da minha sobrinha, e desconfio inspirada pelo "Isso/Isto é ridículo!" da hiperirritante Hannah Montana. Há dias em que me sinto uma madrinha/tia hiperculpada, talvez por querer fazer tudo ao mesmo tempo.
Acabo de descobrir o programa do Indie, que na minha ânsia cinéfila devorei em três tempos. Faço planos e...imaginem o ridículo*, aponto os dias na minha agenda. Sim, eu tenho uma agenda, que não serve para trabalho, porque desse não me esqueço nem a dormir, não me deixa nem descansar ultimamente. A tal agenda serve ou melhor serviria para planear os meus momentos de pura recreação.
Raramente olho para essa agenda, porque quando olho, dá-me vontade de chorar. O que certamente é outro sintoma da "depressão que me anima". Mas esta ansiedade é que me preocupa e que alimento com a crença de que nos dias x, y, z e w, vou ter liberdade para fazer o que me der na telha.
Já agora há algum dia na nossa vida, e curta existência, em que deixamos de querer ir a todo o lado, fazer tudo e ter tudo ao mesmo tempo?
* Expressão favorita da minha sobrinha, e desconfio inspirada pelo "Isso/Isto é ridículo!" da hiperirritante Hannah Montana. Há dias em que me sinto uma madrinha/tia hiperculpada, talvez por querer fazer tudo ao mesmo tempo.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Tortura
Tirar dentro do peito a Emoção, A lúcida verdade, o Sentimento! - E ser, depois de vir do coração, Um punhado de cinza esparso ao vento!... Sonhar um verso de alto pensamento, E puro como um ritmo de oração! - E ser, depois de vir do coração, O pó, o nada, o sonho dum momento... São assim ocos, rudes, os meus versos: Rimas perdidas, vendavais dispersos, Com que eu iludo os outros, com que minto! Quem me dera encontrar o verso puro, O verso altivo e forte, estranho e duro, Que dissesse, a chorar, isto que sinto!!
Florbela Espanca
Hoje, dia mundial da poesia...
à solta com a felicidade
À solta como a poesia, queria celebrar a primavera, sair da tristeza de ter sonhos só meus.
Em criança guardei mais para mim do que aquilo que podia dar aos outros e mesmo assim fui feliz. À medida que fui crescendo aprendi a dar aos outros sem pedir nada em troca. chorei muito mas também fui feliz.
Já crescida deixei de ter vergonha de ter sonhos só meus, de não querer o que todos querem, mesmo assim sou feliz. Quando penso em tudo o que já vivi só posso querer mais, não preciso de cem anos, só de um coração puro . Por ele luto todos os dias é esse o segredo para ser feliz. Guardar cá dentro TUDO o que é autêntico, que não controlamos mesmo quando acreditamos que sim, aquilo que não vem nos livros que outros escreveram por nós, as imagens de amor vibrante que nos vendem a toda a hora. Guardar só o que me toca e não me desligar de mim.
Precários sonhos
Nada tinha sido deixado ao acaso
Contaste os trocos que tinhas no bolso
Nesse dia não apanhaste o metro
Foste no teu próprio carro
Tinhas chegado primeiro ao trabalho
Olhaste de relance para a tua secretária
Estava tudo como no dia anterior
O cheiro do trabalho amontoado
A pressão de quatro prazos ao mesmo
O computador afável que te escraviza
Dás meia volta e sais.
Olhas para o relógio: cinco da manhã!
Ainda não foi hoje que fiz greve!
Mas sonho, talvez um dia.
sábado, 10 de março de 2012
Sonâmbula
Depois de descobrir Yasmin Levi, outra voz feminina da world music.
terça-feira, 6 de março de 2012
Indecisa
Estes são todos muito bons, a preto e branco não se perdeu nada!
Mas o meu vídeo publicitário preferido é este, de um realizador premiado.
As campanhas de perfumes são sempre fantásticas.
Aprecio as campanhas, raramente compro um perfume.
Ainda assim fiquei indecisa, vou experimentar e se não for tão efémero como as ondas ficará bem a alguém de quem gosto muito mas que está a envelhecer, como eu todos os dias.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Quero ser como o tatu
Há dias assim só me apetece meter na casca, bem enrolada para ninguém me ver. Podia ser um bicho de contas ou um ouriço, mas um tatu é mais exótico. São as minhas fantasias de mulher que não quer crescer mais, nem mais um pouco.
Estes dias não descolam uns dos outros, são os dias da solidão, os dias em que não posso estar sozinha, mas só te tenho a ti por companhia. E esse desejo, meu querido tatu.
Estes dias não descolam uns dos outros, são os dias da solidão, os dias em que não posso estar sozinha, mas só te tenho a ti por companhia. E esse desejo, meu querido tatu.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
Exquisite Music
Isto não está à venda? Ou melhor será que ninguém me vai oferecer isto? The Playlist: Julian Schnabel Talks 'Diving Bell' Music
Sempre que adoro um filme o que faço? Não, não o vejo até à exaustão que é para não desgastar. "Arranjo" a banda sonora e vou ouvindo quando estou sozinha. Assim tento relembrar os momentos do filme, aqueles de que mais gostei. Parece-me um excelente exercício para a memória, mas sobretudo para os sentidos. Experimentem! Por favor não se esqueçam desta regra de ouro exquisite movies = exquisite music. Comigo resulta, sempre que gosto muito de um filme a banda sonora também não me desaponta.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Memorável e pouco mais...
Às voltas com a publicidade vintage encontrei este cartaz de uma campanha da Benetton. Ou quase vintage, diria eu, porque só tem vinte anos. Em adolescente achei este cartaz muito irreverente, agora não sei porquê acho romântico. Será que é uma das consequências de ter vivido uma parte da adolescência rodeada de freiras?
Este cartaz foi proibido em alguns países, em Portugal circulou pelo menos em revistas. E faz-me lembrar o meu primeiro abaixo assinado pela proibição de um filme qualquer sobre a vida de Jesus, ou assinava ou não saia à noite. Isto é que é democracia, mas foi assim que fui aprendendo a fazer escolhas mais consequentes e menos individualistas.
É qualquer coisa que me envergonha, principalmente por ser contra a sétima arte, mas aconteceu assim.
Este cartaz foi proibido em alguns países, em Portugal circulou pelo menos em revistas. E faz-me lembrar o meu primeiro abaixo assinado pela proibição de um filme qualquer sobre a vida de Jesus, ou assinava ou não saia à noite. Isto é que é democracia, mas foi assim que fui aprendendo a fazer escolhas mais consequentes e menos individualistas.
É qualquer coisa que me envergonha, principalmente por ser contra a sétima arte, mas aconteceu assim.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Nostálgica
Estes anos foram muito significativos para mim, por vários motivos, mas enquanto adolescente era muito sonhadora e também adorava filmes e livros para adolescentes e segui com grande entusiasmo uma história de amor. A primeira febre dos vampiros, do livro "O Drácula" de Bram Stoker e do filme de Francis Ford Coppola.
Por isso não me surpreende tanto o sucesso da saga Twilight/Crespúsculo, apesar de não ter nada de inovador e da falta de qualidade do argumento e afins.
Às vezes é bom reconhecer que o canal Hollywood faz falta!
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Aterrorizada
Com o que ouvi e vi hoje no programa contra-corrente, mais um programa que serviria para o debate de ideias. Que nome tão infeliz para um programa que é uma torrente a favor do insustentável peso do estado!
Decidida a acabar com este sofrimento fui descobrir, nas gravações da TV, a receita perfeita para uma noite gélida neste alentejo solitário, o programa de substituição é mesmo um filme de terror.
Adoro clássicos e filmes americanos (daqueles tipo talho) e vou mesmo ver o "Pesadelo em Elm Street- 5", que apesar de não estar no meu top ten, serve para horrorizar!
Claro no topo está mesmo o Halloween - O Regresso do Mal do John Carpenter.
1,2 Freddy vem aí ("comes for you") 3,4, tranca a porta do quarto 5, 6 pega no crucifixo 7,8 é melhor ficar acordada...
Isto é um bocado palhaçada, ainda acabo a rir.
Decidida a acabar com este sofrimento fui descobrir, nas gravações da TV, a receita perfeita para uma noite gélida neste alentejo solitário, o programa de substituição é mesmo um filme de terror.
Adoro clássicos e filmes americanos (daqueles tipo talho) e vou mesmo ver o "Pesadelo em Elm Street- 5", que apesar de não estar no meu top ten, serve para horrorizar!
Claro no topo está mesmo o Halloween - O Regresso do Mal do John Carpenter.
1,2 Freddy vem aí ("comes for you") 3,4, tranca a porta do quarto 5, 6 pega no crucifixo 7,8 é melhor ficar acordada...
Isto é um bocado palhaçada, ainda acabo a rir.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Em transe (ou quase)
Com o novo filme de David Cronenberg, não que eu seja uma grande apreciadora dos seus géneros, mas depois de "Um Método Perigoso" passa a merecer a minha ansiedade. Já "A mosca" e "Crash" foram, para mim, inolvidáveis, mas nem sempre no melhor sentido. Do primeiro quem não se lembra? Jeff Goldblum ali a desfazer-se no pequeno ecrã, mesmo depois dos beijinhos da adorável Geena Davis. Eu adorava porque aquela situação deplorável confirmava a pertinência do meu anti-romantismo pré-adolescente. O segundo lembro-me de ter visto já em Lisboa, acho que foi no Quarteto, mas lembro-me bem de quem me acompanhava...
"Crash" é perturbante para quem acaba de fazer 19 anos! Foi mais um contributo para a minha pulsão anti-romântica.
Cosmopolis, tem mesmo um elenco de luxo, os meus preferidos são Juliette Binoche e Mathieu Almaric, não desfazendo no Robert Pattinson (que não é nada de desfazer!). Eu ainda vou preferindo um estilo mais vintage apesar da moda dos vampiros...
Enquanto espero até 2013...
Vou esforçar-me por descobrir as diferenças, ok?
Fascinada
Ainda a propósito de piratas, galeões e tesouros subaquáticos, fiquei fascinada com uma reportagem que li no verão na NG sobre o galeão francês "Fougueux". Este galeão naufragou, após a batalha de Trafalgar, no século XVII, nas águas de cádiz. E segundo reza a história foi mesmo em frente à praia de camposoto, e é objecto de estudo de vários arqueólogos subaquáticos (que trabalho tão motivante!).
Este ano como terei de usar mesmo a imaginação, na falta "daquilo com que se compram os melões" vou mesmo aqui ao lado, a espanha para visitar nuestros hermanos, (nada de gastar dinheiro em Portugal!).
Aproveito para conhecer as praias de camposoto e tarifa, mesmo aqui ao lado...
E no meio da pirataria os americanos safam-se sempre, é o empreendedorismo e a inovação.
Ora aqui está uma boa ideia para aproveitar o nossos recurso marítimos, o problema é que nenhum banqueiro empresta $ a uma empresa portuguesa para comprar a maquineta.
E se o Ministério da Defesa Nacional usasse os submarinos...huuummm não servem para isto??? E se servissem será que alguém teria coragem, no contexto actual, de acusar o estado português de nacionalização de uma área lucrativa e que só pode ser propriedade empresarial???
E para quem tiver interesse a vila morena já está a trabalhar nas prospeções.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Intrigada
Com as razões que levam as pessoas a cometer suicídio, principalmente quando o ato envolve um suposto par amoroso.
E não, não vou ler outra vez "O Suícidio" de Durkheim, já basta uma vez e por obrigação. E por razões óbvias e científicas (positivas) o Sr. Durkheim não falava do amor (negativo) como causa do suicídio.
Eu também não acredito que o amor, em abstrato, seja uma das razões que leve ao suicídio,
especialmente aquele amor shakespeariano de Romeu e Julieta. É irónico, mas fascina-me pouco a história de Romeu e Julieta, deve ser um trauma, admito, mas aquele amor é uma grande farsa!
Pode ter sido inovador escrever uma história sobre a liberdade de amar para além das convenções sociais, mas como tudo acaba num amor proibido e numa tragédia inútil, não tem interesse, pelo menos para mim.
Se nem testaram a relação como sabiam que se amavam? só mesmo loucamente, enfim!
Mas o amor verdadeiro é aquele vivido e amadurecido, o amor que importa conhecer e compreender, por isso vou dedicar algum tempo a ler "Lettre a D. Histoire d'un amour" de André Gorz. Será mesmo algum tempo porque só encontrei em francês, mas valerá o esforço, porque até encontrar já foi uma aventura.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Ano novo, sonhos novos!
Este ano novo não traz à partida muitos sonhos novos, infelizmente!
Quando muito algumas esperanças e desejos renovados!
É sempre bom renovarmos alguns dos nossos projetos pessoais, daqueles que têm muito pouco de passado e de futuro, daqueles que nada têm a ver com os nossos objetivos profissionais, dos que nem sabemos bem porquê?
Esse sonho que não é mais do que a necessidade de sairmos do nosso mundo, sempre tão nosso e quantas vezes tão pequeno, necessidade de conhecermos e acolhermos outros mundos.
Enfim, evasão será claramente insuficiente para definir o potencial transformador das viagens.
Se não for ao Congo nos próximos tempos, por razões de segurança, posso sempre ir sonhando com Madagáscar. Nem percebo porquê mas estou fascinada com tudo o que já li sobre esta ilha, além dos parques naturais, dos embondeiros, dos quilómetros de caminhos e estradas quase inexistentes, porque é preciso ser resistente para viajar por lá, restam as pequenas ilhas como Nosy Be ou Sainte Marie com o seu cemitério de piratas e, imaginem… as praias mais fantásticas! (Desculpem os que ainda acreditam, mas para mim o paraíso não pode ser o Jardim do Éden mas sim uma praia deserta).
Madagáscar serviu de refúgio a milhares de piratas, alguns portugueses, e terá albergado a Libertália, uma colónia libertária de piratas no século XVII. E se não sabem eu adoro piratas! Fascinam-me simplesmente. Se a Libertália tivesse vingado não vivíamos neste capitalismo regulado. Se pudesse até aderia ao partido pirata, ainda está em processo, parece que são ideias nórdicas e têm umas propostas interessantes sobre direitos de autor, interessantes quero dizer anti-capitalistas! Desregular é preciso.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
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