Por aqui temos belezas assim...
Em Novembro do ano passado um jornalista do NY Times narrava a beleza do Alto Alentejo, comparando esta região com a Toscana dos anos 70, pela tranquilidade, tradições e património que ofereçe a quem a visita. Como podem ver aqui http://travel.nytimes.com/2009/11/08/travel/08next.html?scp=1&sq=Alto%20Alentejo&st=cse
Este ano saiu um novo artigo sobre a região "The slow lane", em Maio, que também está disponível.
Como constrangimento ao Turismo, e a qualquer actividade económica, temos o problema dos transportes que o TGV poderá resolver, mas apenas parcialmente, outro problema, quanto a mim mais grave, que impede a (re)activação económica da nossa região é a inexistência de instâncias político-administrativas suficientemente autónomas para baterem o pé quando é preciso, e se isso já foi tão necessário...Tanto, que está quase a terminar o prazo, Sim, porque nos compassos da política tudo tem um prazo ou não seria estratégico, certo?
Já que os FEDER, FSE e afins, ou melhor, nem a adesão nem a governação nos últimos 30 anos têm investido o suficiente ou pelo mesnos sido clarividentes para projectarem a Região, que nos valham os americanos! Bem hajam os que nos visitam!
Outro problema menos significativo, marca da velha lógica/ideológica do "Lisboa é Lisboa e o resto é paisagem!", poderá ser o facto de uma grande percentagem de portugueses da GL e outras "cities" que há na Lusitânia nunca ter pisado estes belos campos e pernoitado nas suas estalagens!
domingo, 28 de novembro de 2010
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Relax com Lula Pena
Grandes dias, grandes revelações.
Hoje, especialmente hoje e para relaxar, um som português (para variar) apesar de pouco (re)conhecido é muito bom, para quem gosta tanto como eu.
É portuguesa, sim, de Lisboa. É fado? É. Assim, assim.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Mais um grito de revolta! FMI!
Hoje não sei porquê, mas tive mesmo vontade de ouvir José Mário Branco, porque será???
Esta música de 79, está tão actual. Os culpados?? Cita-os todos...
Estamos fartos de papagaios...propaganda...grandes irmãos...
Estamos fartos...
Sempre os mesmos...
A falta de vontade..
Há alternativas, há sempre uma saída...saídas!
Esta música de 79, está tão actual. Os culpados?? Cita-os todos...
Estamos fartos de papagaios...propaganda...grandes irmãos...
Estamos fartos...
Sempre os mesmos...
A falta de vontade..
Há alternativas, há sempre uma saída...saídas!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O Teatro na Prisão
O reconhecimento do eu pressupõe um trabalho que pode passar pela expressão dramática, ao possibilitar o sentir e expressar de diversas formas os mesmos sentimentos, até então apaziguados, quantas vezes da pior maneira, o teatro permite também sentirmo-nos úteis e criarmos canais de comunicação.
O documentário “Shakespeare Behind Bars”(Hank Rogerson e Jilann Spitzmiller) revela-nos que os reclusos são bons actores, através da preparação e ensaio da peça “A tempestade”, os reclusos vão-se identificando com os personagens, vão reconhecendo porque cometeram um crime e perceber o que podem fazer para voltar à sociedade.
A prisão de Luther Luckett no estado americano de Kentucky, é um exemplo de excelência na reinserção de reclusos, o programa teatral faz parte dos programas educativos. Por cá passou recentemente um pequeno documentário na televisão, no programa Linha da Frente: “Presos ao Palco”, sobre o teatro na prisão.
O trabalho voluntário do encenador é extraordinário, ao referir que não está ali para julgar os reclusos, pois estes já foram julgados pela sociedade e pelos tribunais. Para ele, Shakespeare está mais actual do que nunca porque permite trabalhar o comportamento humano na sua totalidade, as fraquezas, as forças, o bom, o belo, o gentil, a ternura, a generosidade, mas também o mau, medíocre, lamentável, enfim o crime, tão humano e tão imperfeito…
Entre a vingança e a virtude? Qual o melhor caminho a revolta ou a redenção?
Os dois diríamos…
sábado, 23 de outubro de 2010
Resistência
Um clássico da liberdade e da libertação. Para relaxar...
"Só somos pequenos quando nos obrigam a ajoelhar"
Valha-me o DOC!
Num momento de pura escravatura mental valha-me o DOCLISBOA para perceber, olhar e acreditar que é possível um mundo melhor. Subscrevo as palavras de Sérgio Tréfaut, o director do festival, que salientou a importância do cinema documental para a compreensão do real tendo desafiado os directores de programação dos canais de televisão a dedicarem-lhe "algum" do seu tempo de antena.
Agora só me resta ter esperança na inclusão deste género nos canais televisivos, ao lado de futebóis, touradas, julgamentos e "politicadas" ou esperar pela caixinha mágica e interactiva que nos permitirá a liberdade de clicar no que mais apreciamos.
O real é o mundo à nossa volta que insistimos em ignorar, em deitar fora como se fosse lixo, preferindo ver o que é light, pink, in, gloss, glam, slow e enfim…uma parafernália de ilusões e visões parciais do mundo, que nos trazem a felicidade de dia e nos atormentam à noite.
Esta semana vimos “Le Bâteau en Carton”, um documentário excelente sobre a situação das comunidades ciganas da Roménia, em França. Focado nas suas esperanças, na mendigagem e na sua resistência que é muitas vezes a subsistência, o realizador conseguiu mostrar a sua razão de ser. A sua ligação ao imaterial, ao efémero, à felicidade e ao vento, fê-los contentarem-se com a natureza, com os excessos e os desperdícios de uma sociedade consumista, da qual muitos se afastaram mas outros tantos procuram.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Vamos Olhar a Pobreza e não culpar os pobres!
A propósito do dia Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social estivemos a (re)ver “Rosetta”(Jean-Luc e Pierre Dardenne), um filme de 99, cuja acção decorreu no centro da União Europeia (Bruxelas) quando ainda não havia moeda única. Mas tudo isto é acessório se compreendermos que o essencial é a sua actualidade.
A partir do cinema independente podemos repensar a pobreza e até reflectir sobre conceitos associados à exclusão social. Este trabalho dos irmãos Dardenne, mergulha-nos no realismo do quotidiano de uma Jovem, que luta pela sua sobrevivência e principalmente por um emprego, com uma força contundente e por vezes comovente, mas sempre na solidão.
Relevante neste filme é a inexistência de referências à dependência de subsídios e às instituições que alimentam essa dependência, por serem estereótipos muito associados a este fenómeno. Em oposição a exclusão social é-nos apresentada como uma instância de luta, sendo central a resistência quase heróica desta jovem mulher às categorias de pobre, assistida, “mendiga” e excluída.
Agora que passámos para o outro lado ficaram várias questões para o debate: Qual a importância dos suportes e das redes sociais? O que sabemos e o que não sabemos sobre pobreza e exclusão social? O que sentem os pobres? E os excluídos?
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